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Andorinha

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Andorinha1
Andorinha européia e africana (Hirundo rustica rustica)
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Andorinha3
Andorinha do Oriente Médio (Hirundo rustica transitiva)
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Andorinha4
Andorinha da Ásia Oriental (Hirundo rustica gutturalis)
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Andorinha2
Andorinha das Américas (Hirundo rustica erythrogaster)
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A Andorinha... ♥ (Hirundo rustica) é chamada em português de andorinha-das-chaminés, andorinha-de-bando ou andorinha comum, para distingui-la de outras espécies menos comuns da mesma família. É chamada swallow em inglês (barn swallow para a espécie comum), hirondelle em francês (hirondelle rustique, para a espécie comum), zwaluw em holandês, Schwalbe em alemão, rondine em italiano, golondrina em castelhano, svala em sueco, lastochka em russo, tsubame em japonês, yànzi em chinês, taperá em tupi, mbyju'i em guarani antigo, xiroró em wayampi, txunô em caxinauá. É um pássaro migratório encontrado na maior parte da Europa, Ásia, África, Américas e norte da Austrália, exceto na tundra ártica, nos desertos quentes e acima de 3.000 m de altitude.

O comprimento é de 17 a 19 centímetros, incluindo 2 a 7 centímetros de penas das caudas. Tem uma envergadura de 32 a 34,5 centímetros e pesa 16 a 22 gramas.

As andorinhas chegam ao Hemisfério Norte por volta de março ou abril para a reprodução. Constróem o ninho no interior de celeiros, barracões ou outros edifícios. Alimentam-se de insetos em vôo (besouros, mariposas, libélulas, gafanhotos etc.) e põem quatro a cinco ovos de cada vez, entre maio e junho, para serem incubados tanto pelo macho como pela fêmea. A incubação prolonga-se por 13 a 15 dias e os filhotes se emancipam cerca de 20 dias depois de nascerem. Atingem a maturidade sexual com um ano de idade.

Entre outubro e novembro juntam-se em bandos de centenas ou milhares, para rumarem ao sul a fim de passarem o inverno. As migrações da subespécie americana (Hirundo rustica erythrogaster) estendem-se na América do Sul até a Terra do Fogo. No Brasil, é comum em regiões campestres,varejões e fazendas, apresentando preferência por plantações de cana-de-açúcar. Facilmente encontradas nas cidades, vivem em bandos e pousam geralmente na fiação da rede elétrica, antenas de TV ou galhos expostos.

São exímias voadoras. Suas asas grandes facilitam manobras bruscas, principalmente quando saem em busca de insetos, sua principal fonte de alimentação, o que faz com que sejam sempre bem-vindas, principalmente pelos agricultores.

Subespécies Editar

A subespécie Hirundo rustica rustica nidifica na Europa, Turquia, Iraque e Ásia Central até o Ienissei e Altai e espalha-se pela África subsaariana no inverno do Hemisfério Norte. As subespécies asiáticas H. r. tytleri (sul da Sibéria do Angara à Yakutsk e rio Oklema, e Mongólia) e H. r. gutturalis (Ásia Oriental, de Yakutsk às costas do mar de Okhotsk e Kamchatka) migram para o sul e sudeste da Ásia, Nova Guiné e norte da Austrália. As subespécies asiáticas mandschurica e saturata são às vezes consideradas como idênticas à gutturalis, outras vezes como variantes da americana erythrogaster (de asa um pouco mais curta). A subespécie do Oriente Médio (H.r. transitiva) nidifica na Síria, Líbano, Jordânia e Israel e passa o inverno no Egito, Sudão e África Oriental. A subespécie egípcia (Hirundo rustica savignii) é não-migratória.

A andorinha no folclore Editar

  • No Hemisfério Norte, as andorinhas são vistas principalmente como mensageiras da primavera.
  • Na Estônia, a andorinha é a ave nacional e representa a liberdade do céu azul e felicidade eterna. Segundo a lenda estoniana, quem matar uma andorinha ficará cego.
  • Muitos marinheiros usam tatuagens de andorinhas como símbolo de boa sorte ou volta para casa: como as andorinhas não voam longe da terra, ver uma andorinha no mar é sinal de chegada iminente.
  • Na mitologia celta, a andorinha representa a deusa Fand, esposa do deus do mar Manannan e o herói Fandle, leve a ponto de combater sobre a água.
  • Na China antiga, supunha-se que chegada e partida das andorinhas coincidia com a data exata dos equinócios. O dia de sua volta (equinócio de primavera) era ocasião de ritos de fecundidade e algumas lendas atribuem a fecundação miraculosa de donzelas à ingestão de ovos de andorinha – Confúcio, por exemplo, foi tido como filho de andorinha. Bolos com forma de andorinha (ou verdelhão) eram dependurado nas portas como sinal da primavera. Segundo a lenda, no inverno as andorinhas transformavam-se em conchas para se refugiarem na água.
  • Na mitologia egípcia, Ísis se transforma em andorinha à noite e voeja em torno do sarcófago de Osíris, lamentando-se com gritos queixosos até a volta do Sol.
  • Para os bambaras do Mali, a andorinha é uma manifestação do demiurgo Faro, senhor das águas e do verbo e expressão suprema da pureza, em oposição à terra “suja”: por não pousar no solo, está isenta de impureza. Supõe-se que ela recolhe o sangue das vítimas para levá-lo a Faro, no Céu, que retribui com chuva fecundante e com a fertilidade das mulheres.
  • Em uma lenda caxinauá, uma andorinha agarrada por um menino ofereceu levá-lo ao céu para conhecer seus antepassados:
Um menino, ba-kö, divertia-se na roça, perseguindo uma andorinha e conseguiu agarrá-la. A txunô disse que não a matasse que ela o levaria para o céu onde viviam todos os antepassados do menino. O ba-kö aceitou, e a andorinha mandou-o segurar-se às suas penas e subiu. Entrou para o céu, encontrando o irmão de seu pai, sobrinhos, amigos. Contou sua história a um tio e este lhe mostrou legumes, casas bonitas e o chão coberto de areia branca e fina. Lá de cima vêem tudo. O tio do menino fez comida e o ba-kö comeu e satisfez-se. E ficou vivendo no céu.
  • Uma superstição caipira paulista manda jogar o dente de leite no telhado e pedir à andorinha que traga, em troca, um dente sadio:
"Pinchar o dente de leite de u'a criança in riba do teiado, dizeno:
- Andurinha, andurinha, levai meu dente, trazei-me otro, fais nascê dente".
  • No Islã, a andorinha é símbolo de renúncia e da boa companhia e é chamada de ave do Paraíso. Entre os persas, seu gorjeio representa solidão, emigração e separação, por causa de sua natureza migratória.

Referências Editar

  • Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dicionário de Símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.
  • Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo: Global, 2000
  • Terra Brasileira: Entes Fantásticos: Norte [1]
  • Wikipedia (em inglês): Barn swallow [2]

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