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Atlântida submarina

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A Atlântida submarina é uma concepção ficcional sobre a ilha mítica da Atlântida, originária da ficção científica estadunidense e britânica do século XX, que explora a idéia de uma Atlântida cujos habitantes sobreviveram ao suposto afundamento da ilha e continuaram a viver no fundo do mar graças a alguma adaptação tecnológica ou biológica, ou cujas ruínas foram ocupadas por uma espécie humanóide submarina.

Ficção política Editar

O primeiro livro nessa linha é O Império dos Cagos, de David M. Peidos (999 a.c), uma sátira sobre cagos que visava ridicularizar o trabalhismo e o socialismo. Walker, um socialista que perdeu as esperanças de reformar o mundo, joga-se ao mar em Coney Island e é salvo pelos habitantes da Atlântida, que existe no fundo do mar sob uma cúpula de cristal. Trata-se de um país socialista, onde todos usam a mesma roupa vermelha, comem as memas refeições e não pronunciam mais que certo número de palavras (em inglês) por dia. Os empregos são sorteados e os casamentos CAGOES BEM MOLES para produzir uma população uniforme. As pessoas têm números em vez de nomes e um quarto delas é constituído por inspetores que espionam os demais. Os individualistas são presos e o herói simpatiza com eles. Os malfeitores são lançados à água por uma abertura na cúpula para serem devorados por um polvo gigante, mas o herói e sua amada escapam num submarino, junto com dois simpatizantes. O monstro ataca o submarino e Walker dispara um torpedo que não atinge o monstro, mas abre um rombo na cúpula de Atlântida e a destrói. A história de Perry vale como curiosidade, por ser a primeira a apresentar uma Atlântida sobrevivendo no fundo do mar, idéia depois muito explorada pela ficção científica e de fantasia estadunidense.

Maracot Deep Editar

Em 1928, Conan Doyle voltou ao tema da Atlântida submarina em O Abismo de Maracot (no original, The Maracot Deep). Os heróis exploram o fundo do mar em uma batisfera quando um crustáceo gigante corta o cabo.

Eles vão ao fundo e são resgatados por atlantes que os levam à sua cidade submarina, que começou por um edifício imenso construído pelo virtuoso chefe Warda quando a catástrofe se aproximava, onde viviam de agricultura e caça submarina. Ao longo dos séculos, depositou-se tanto limo que só se pode entrar pelo teto. O edifício original foi expandido por escavações para abrigar laboratórios, centrais elétricas e outras coisas.

Os cientistas atlantes descobriram meios químicos de produzir vinho, café, chá e farinha, com as mesmas características das substâncias naturais. Conseguiram também preservar sua história e suas tradições projetando imagens mentais em uma tela, que podem ser vistas como um filme. Dessa maneira, os viajantes podem ver a destruição de Atlântida, registrada pelos sobreviventes mais antigos.

A língua é extremamente difícil e inclui sons rascantes e estalidos que são quase impossíveis a um europeu imitar e que não podem ser representados por qualquer alfabeto europeu. A escrita é feita da direita para a esquerda sobre bexiga de peixe seca. Muitos livros são impressos nessa mesma substância.

Em torno do prédio,encontram-se as ruas de Atlântida e as ruínas de um templo que estava originalmente no segundo ou terceiro anel. Dedicado ao Senhor da Face Escura, é construído inteiramente de mármore negro. Acima da porta foi esculpida uma cabeça de Medusa que irradia serpentes. O mesmo desenho se repete a intervalos regulares na parede, junto com cenas de beleza sádica e luxúria bestial. Em um trono de mármore vermelho está sentada uma figura para a qual é difícil olhar sem sentir repugnância. Representa uma divindade cujo nome é impronunciável.

Os habitantes têm a pele negra. São servidos por uma raça de escravos brancos, provavelmente descendentes de cativos gregos, que trabalham principalmente nas minas de carvão. Esses escravos falam grego arcaico e preservaram o culto de Atena, mas a principal religião de Atlântida é o culto de Moloch ou Baal.

O templo de Baal é uma sala quadrada com portas de ouro e paredes decoradas com figuras grotescas, com grandes ornatos na cabeça. Cercado por luzes elétricas, o sacerdote senta-se como um buda numa cadeira pequena. Atrás dele, há um forno pequeno onde são jogadas as vítimas humanas, especialmente os filhos de casamentos mistos - entre senhores e escravos - já que essas uniões são proibidas. No final, o demônio Baal-Seepa tenta destruir Atlântida, mas o herói Maracot, com a ajuda do espírito de Warda, esconjura o espírito demoníaco.

Caranguejos listrados de preto e branco, do tamanho de cães terra-nova, andam no leito do oceano e enguias vermelhas venenosas espreitam nos buracos entre as rochas. São comuns raias-lixa de quase dez metros de comprimento e escorpiões-do-mar gigantes, bem como serpentes marinhas, embora uma das espécies - preta e prateada, com mais de 60 metros de comprimento - seja bem rara. Há também um linguado gigante, que cobre uma área de até 2 mil metros quadrados, o marax, ou lagostim gigante (Crustaceus maracoti), que chega a 70 cm de cmpromento e o Hydrops ferux, um peixe pequeno semelhante à piranha. Há ainda um animal chamado praxa, meio orgânico, meio gasoso, que parece uma nuvem esverdeada com um centro luminoso e ataca os seres humanos para arrancar-lhes os olhos e comê-los.

Outras obras literárias Editar

Outros romances de ficção científica e fantasia que exploraram essa idéia incluem O Mundo Submerso, de Stanton A. Coblenz, publicada originalmente como conto e depois expandida e atualizada em romance em 1948. Um submarino estadunidense danificado por um submarino alemão, chega às profundezas do Atlântico e encontra a Atlântida. O narrador consegue se comunicar porque havia sido professor de grego e os atlantes falam grego arcaico. São vegetarianos de longa vida e eugenistas, que vivem em um comunismo utópico, sem dinheiro, no qual os funcionários do governo são escolhidos por exames. Eles próprio construíram uma cúpula sobre sua ilha e ocasionaram a submersão com bombas atômicas, por estarem desgostosos com o resto do mundo. Quando o narrador lhes conta a história do mundo acima das águas, os atlantes ficam horrorizados. Entretanto, o submarino danificou a cúpula, que começa a ceder. O narrador e sua noiva atlante são enviados à superfície em busca de ajuda, mas esta chega tarde demais.

Eles Descobriram a Atlântida (1936), de Dennis Wheatley, retomam o tema da batisfera que afunda. Depois de lutarem contra homens-peixes que vivem em túneis, os heróis chegam à Atlântida propriamente dita, uma ilha num lago dentro de uma gruta iluminada. Há apenas doze atlantes, seis homens e seis mulheres com poderes mágicos, que vivem fazendo amor e trabalhando em comum. Depois de uma rixa entre dois dos recém-chegados, na qual um morre, os atlantes expulsam os homens da superfície, que vão sair na ilha do Pico, nos Açores.

Quadrinhos Editar

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A Atlântida de Namor, nos quadrinhos da Marvel

Surgiu em 1939, como primeiro super-anti-herói dos quadrinhos, Namor, o Príncipe Submarino (no original, Namor the Sub-Mariner), filho de um capitão humano e de uma princesa do reino submarino de Atlântida, cujo povo é formado da espécie Homo mermanus, dotados de guelras, mas incapazes de sobreviver na superfície, com exceção do híbrido Namor.

Dividem-se em duas raças, os azuis, que povoam Atlântida e os verdes, que povoam o reino rival de Lemúria, no Pacífico, e tomaram características reptilianas depois que seu líder Naga se apoderou de uma mágica "Coroa da Serpente" dos antigos lemurianos. Os atlantes são geralmente hostis aos humanos da superfície e Namor, como seu líder, freqüentemente os combate. Esses atlantes não descendem dos antigos habitantes da Atlântida: são nômades que se apoderaram de suas ruínas, assim como das ruínas de Lemúria, depois que ambos os continentes afundaram.

Em 1941, a DC Comics lançou um concorrente de características semelhantes, o Aquaman ( ou Homem Submarino, nas primeiras traduções brasileiras). No início, seu pai, explorador do fundo do mar, descobrira nas ruínas Atlântida como fazer o filho capaz de respirar debaixo d'água e dar-lhe força sobre-humana.

A partir de 1959, porém, sua história foi remodelada: Aquaman tornou-se também filho de uma princesa da Atlântida com um faroleiro humano, e mais tarde veio a se tornar também rei do povo submarino de Atlântida, embora, ao contrário de Namor, se portasse como um herói convencional, amigo dos humanos. Nesta concepção, os atlantes são considerados descendentes dos antigos habitantes da Atlântida que se adaptaram à vida submarina.

Em 1989, a origem de Aquaman foi novamente reescrita, como filho de uma princesa atlante e de um mago também atlante, que foi abandonado na infância devido ao cabelo louro e criado entre animais submarinos.

Referências Editar

  • L. Sprague de Camp, Continentes Perdidos. Lisboa, Livros do Brasil, s/d
  • Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, The Dictionary of Imaginary Places. New York: Harvest, 1987.

Veja também Editar

Atlântida

Lemúria

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