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Babais

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Os babais (singular babai) ou jukis, segundo a Ordem do Graal na Terra, eram os habitantes primitivos da Terra, animais parecidos com seres humanos, grandes e ágeis, com pele dourada. Teria sido nos babais que as almas humanas encarnaram quando eles atingiram um estágio mais elevado de desenvolvimento.

A Ordem do Graal na Terra deriva da doutrina concebida por Abdruschin ou Abd-ru-shin, pseudônimo do comerciante alemão Oskar Ernst Bernhardt (1875-1941), a partir do livro Mensagem do Graal - Na Luz da Verdade (Im Lichte der Wahrheit - Neue Gralsbotschaft) de 1926. Suas teorias sobre a origem e o passado da humanidade foram desenvolvidas por outros autores - notadamente Roselis von Sass, austríaca imigrada para o Brasil, em Os Primeiros Seres Humanos, de 1974.

Assim como a tese teosófica da Lemúria e a crença "Fidelista" expressa por John Ballou Newbrough (leia detalhes em Pan (continente)), essa noção procura ir contra a idéia da evolução do ser humano a partir dos macacos e contra o Gênesis bíblico por meio de uma explicação alternativa da origem das "raças" humanas, sempre procurando justificar a supremacia da "raça ariana".

Os babais habitavam algumas regiões bem específicas do planeta, chamadas de "berços da humanidade", em número de sete:

  • Thule - no extremo norte, hoje soterrada sob o gelo. Habitantes de pele quase branca, cabelos claros e olhos azuis, na dianteira do desenvolvimento em relação às demais raças e assumindo uma posição de supremacia na Terra. A tribo principal vivia na cidade chamada de Tiwat, que significaria "viemos de cima". Foi lá que os humanos teriam construído as primeiras casas de pedra, em construções octogonais, bem como as primeiras embarcações. Os humanos montavam em búfalos gigantes para se locomover por longas distâncias e as crianças voavam nas águias gigantes. O povo de Tiwat teria sido destruído por causa de seus pecados, vitimados por uma epidemia, a primeira ocorrida na Terra (Tiwat é o nome de um deus do Sol luviano).
  • Marae - na atual Polinésia (incluindo Nova Zelândia), tendo depos submergido. Habitantes altos e ágeis, com pele dourada e cabelos pretos e lisos (Marae é o nome dado a santuários de pedra na Polinésia).
  • Arzawa - na Mesopotâmia e Caldéia. Habitantes de estatura média, muito fortes, cor de bronze (Arzawa é, na verdade, o nome de um reino rival dos hititas nos séculos XV e XIV a.C., que existiu na Anatólia Ocidental)
  • Yoni - no deserto de Gobi. Habitantes de tamanho mediano, pele amarelada e cabelos pretos lisos (Yoni é o termo sânscrito para o órgão sexual feminino, neste caso aparentemente no sentido de "matriz" de uma "raça" humana).
  • Avari - na região do Havaí. Habitantes cor de bronze escuro com olhos esverdeados.
  • Tholo - na região do Kilimanjaro, Quênia. Habitantes castanho-escuros, de olhos pretos, altos e fortes.
  • Ophir - entre a África e a América, foi uma das últimas partes de Gondwana a submergir. Habitantes de pele dourada, cabelos pretos e olhos castanhos.

Essas regiões são apresentadas como paradisíacas, países de leite e mel, repletos de animais (inclusive unicórnios e dragões), água, frutas e árvores, com ar composto de nuvens aromáticas, onde os babais e os seres humanos que posteriormente as habitaram podiam encontrar de tudo para seu sustento.

A transição de babais para humanos, teria ocorrido há cerca de três milhões de anos. As almas teriam encarnado neles e, aos poucos, em vez de nascerem babais, nasciam humanos, uma vez que o tempo dos babais e sua função no planeta estariam terminados. Mais tarde, há 1,2 milhão de anos, os humanos dedicaram-se ao cultivo exagerado do raciocínio, o "Pecado Original". Isso alterou a forma do cérebro e do crânio e ocasionou o crescimento da barba nos homens e a dor do parto nas mulheres, além do nascimento de crianças defeituosas.

Descrição dos Babais Editar

Segundo Roselis von Sass:

Há longos, longos tempos, quando ainda existia uma segunda lua no céu [concepção aparentemente baseada no Cosmogonia Glacial de Hörbiger], viviam animais na Terra, que pareciam seres humanos! Não tinham pelos, tal como as criaturas humanas e caminhavam eretos. Sua pele era bronzeada, como a dos Filhos do Sol. Eles pareciam-se com seres humanos, contudo não eram. Isso cada um percebia claramente. Como cada um percebia isso? Eles não tinham em seus corações a luz azul, mas sim a vermelha; por essa razão também nunca levantavam o olhar para o céu. Seus olhares fixavam-se no chão ou dirigiam-se lateralmente para os arbustos. Esses animais que tinham o aspecto de seres humanos alimentavam-se com a carne de pequenos veados e de grandes lagartos, mas comiam também as frutinhas do arbusto amargo e tomavam o leite das grandes nozes de árvores... (...) Esses animais que pareciam seres humanos eram muito grandes, muito ágeis e possuíam corpos bem proporcionados. Sua pele era de cor dourada ou bronzeada, muito reluzente e com exceção de poucos lugares, eram totalmente sem pelos. Seus braços e mãos eram extraordinariamente bem desenvolvidos. Não estavam em proporção com seus belos corpos. Isso, contudo, tinha a sua razão. Os Babais não sabiam trepar muito bem em árvores. Por isso, com muita habilidade, eles penduravam-se em cipós, indo de árvore em árvore. Seus filhos, quando ainda mal podiam andar, já se balançavam nas “cordas de cipó” que não se rompiam. Os verdadeiros “Tarzans” foram os Babais! Os seres humanos com corações de animais! É esse o sentido do nome “Babai”...

Origem dos humanos Editar

Quando os Babais tinham alcançado seu mais alto grau de amadurecimento, encarnaram-se neles as almas humanas de beleza perfeita e que continham a fagulha espiritual. Enquanto os Babais se desenvolviam em direção à máxima perfeição na matéria grosseira, as almas escolhidas que viviam na matéria fina eram preparadas para a encarnação terrena (...)
Estava na Vontade de Deus que membros das sete raças humanas diferentes se encarnassem e se desenvolvessem na primeira estrela de seres humanos da parte Éfeso do Universo. Por esse motivo, foram preparadas sete regiões em volta da Terra para esse grande acontecimento. Setecentos espíritos escolhidos formavam o grupo inicial dos seres humanos na Terra. (...) Cada raça que se compunha de cem almas humanas era conduzida para o lugar de nascimento preparado, onde pela primeira vez se encontraram com os Babais.
Setecentas almas humanas de beleza perfeita encarnavam-se pouco a pouco nas mães Babais! (...) Desde aquele grande e único acontecimento passaram-se três milhões de anos. (...) As crianças humanas dos Babais cresciam, tornando-se grandes e fortes. Elas amavam os enteais acima de tudo, e eram amigas de todos os animais. (...)Freqüentemente soltavam gritos de júbilo resultantes da alegria de viver, e às vezes levantavam seus braços para o sol como que em inconsciente adoração. Desde pequenas penduravam-se nos cipós, balançando-se de árvore em árvore, acompanhadas de aves trepadeiras. Às vezes corriam alegres e travessas atrás de outros animais, até não poderem prosseguir mais devido ao cansaço. Acontecendo isso, elas deixavam-se cair no chão, adormecendo imediatamente. Onde quer que se encontrassem. Não tinham inimigos. Por toda a parte eram circundadas pelo amor protetor dos enteais.
Os pais Babais observavam perplexos e tímidos, e ao mesmo tempo orgulhosos, o amadurecimento de seus descendentes de natureza tão diferente. Quanto mais cresciam, tanto mais estranhos e incompreensíveis eles lhes pareciam... Não obstante, amavam essas estranhas, jubilosas e risonhas criaturas, como jamais haviam amado um de seus filhos anteriores (...)

Extinção dos babais Editar

Os Babais, como pais dos espíritos humanos escolhidos, tinham cumprido a sua missão. Outros espíritos humanos não mais vieram através deles para a Terra. Aqui e acolá ainda deram à luz alguns filhotes Babais, os quais, contudo, morreram pouco tempo depois. Era visível que com a vinda do ser humano estava terminado o seu tempo. Eles extinguiram-se pouco a pouco. Os poucos remanescentes encontraram a morte em alguns cataclismos.
Os setecentos espíritos humanos escolhidos formaram a estirpe original de toda a humanidade! A finalidade de sua vinda foi com isso cumprida. Todos eles alcançaram uma idade muito avançada, e todos voltaram, ao fim de sua vida, a seus reinos espirituais. (...) Também os Babais, os enteálicos pais primitivos dos seres humanos voltaram para a sua pátria. Voltaram para seu mundo no Olimpo, para os jardins onde florescem as fulgurantes flores do Amor...
Os Babais não apresentavam nenhuma diferença de raça. Com exceção de algumas fracas variações nas tonalidades de cor de sua pele, todos tinham o mesmo aspecto. Tão logo as almas, com suas diferenças raciais fortemente destacadas se encarnaram, isso mudou. Sob sua influência, modificavam-se também os corpos dos quais tomavam posse. Inicialmente isso acontecia quase de modo imperceptível, até que um dia a característica racial se destacava nitidamente. Pode-se dizer que a alma com o espírito inerente a ela imprimia seu cunho no corpo terreno...

A Queda Editar

A época áurea durou, aproximadamente, um milhão e oitocentos mil anos. Paz reinava nesse tempo sobre a Terra e no além. Paz, confiança e felicidade... Depois desse tempo começou a era do raciocínio... e os seres humanos, os queridos seres do espírito na Criação posterior, transformaram-se pouco a pouco em temidos "seres do cérebro" (...)
Foi nessa época que o ser humano começou a perturbar o equilíbrio perfeito da Criação e a atuar, dessa forma, em sentido contrário à vontade de Deus... Isto aconteceu ao submeter-se integralmente ao raciocínio, colocando-o como "senhor dominante" e não o utilizando como mero instrumento (...)
O pecado, isto é, a atuação errada, consistiu no cultivo exagerado do raciocínio com o conseqüente acorrentamento voluntário ao tempo e ao espaço, e os efeitos colaterais aí surgidos do trabalho restrito do raciocínio, tais como a cobiça, o logro, a opressão e assim por diante, que têm no seu séquito muitos outros, no fundo, aliás, todos os males. (...)
Com a supremacia cedida pelo ser humano ao raciocínio, modificaram-se as duas partes do cérebro originalmente iguais. A parte destinada à assimilação das vibrações do espírito foi negligenciada e suprimida, até que por fim se atrofiou totalmente. Hoje essa parte do cérebro é chamada "cerebelo".
Os seres humanos perdiam, pouco a pouco, suas formas bem-proporcionadas do corpo, e seus rostos tornavam-se feios e grosseiros. Os crânios destinados a conter duas partes do cérebro de igual tamanho desviavam-se fortemente de sua forma original. Ajustavam-se com o tempo, ao grande cérebro anterior e ao atrofiado cerebelo. Os homens tornavam-se peludos e em seus rostos, outrora lisos e limpos, crescia uma barba. (...)
Os partos, outrora sem dor e rápidos, e que eram acontecimentos festivos, nos quais a mãe enteálica das crianças era honrada com fogueiras e canções alegres, começaram, no decorrer do tempo, a se tornar cada vez mais dolorosos e temidos.

Referências Editar

  • Gilberto Schoereder, Dicionário do Mundo Misterioso: esoterismo, ocultismo, paranormalidade e ufologia. Rio de Janeiro: Nova Era, 2002.
  • Roselis von Sass, "Os Primeiros Seres Humanos" [1] [2]

Veja também Editar

Hiperbórea

Lemúria teosófica

Pan (continente)

Atlântida

Anthropozoa

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