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Basajauns

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Basajun.jpg

Basajaun (representação moderna)

No folclore basco, os basajauns ou basajuns (do basco basajaunak, "senhores da floresta", singular basajaun) são gigantes que habitam os bosques ou as cavernas situadas no alto das colinas. São imaginados com dois a três metros de altura e longos cabelos ruivos, que lhes chegam até os joelhos. Um de seus pés é semelhante ao dos humanos, o outro é redondo. São também conhecidos no folclore de Aragão, nos vales de Tena, Ansó, e Broto, com o nome de basajaraus, bonjaraus ou bosneraus. Protegem os rebanhos dos lobos e, quando se aproxima uma tempestade, um basajaun grita avisos aos pastores

A essas entidades é atribuída a construção dos monumentos megalíticos (dólmens e menires) encontrados no País Basco e a invenção da forja do ferro. Foram também os primeiros a cultivar a terra e moer o grão. Os humanos obtiveram esses conhecimentos quando um basco chamado San Martiniko enganou os basajauns.

Os basajauns cultivavam trigo em Ataun, na montaña de Muskia. Chegando com sapatos frouxos, grandes demais, que os gigantes ridicularizaram, Martiniko desafiou-os, afirmando que conseguiria saltar sobre seus montes de trigo recém-colhidos, enquanto eles não conseguiriam fazer o mesmo. Os basajauns aceitaram o desafio e saltaram facilmente sobre os montes, enquanto o basco caiu bem sobre o monte. Os basajauns riram, mas Martiniko foi-se embora com os sapatos cheios de sementes. De repente, os gigantes deram-se conta de que haviam sido enganados, mas, lentos na corrida, não conseguiram alcançar o humano. Um deles lhe jogou um machado, mas o basco abaixou-se a tempo e o machado atingiu uma árvore, partindo-a ao meio.

Martiniko ainda não sabia, porém, quando devia plantar as sementes. Mas voltou à caverna onde moravam os basajauns e ouviu-os cantar:

Si los hombres supieran esta canción
Bien se aprovecharían de ella:
Al brotar la hoja, siémbrase el maíz;
Al caer la hoja, siémbrase el trigo;
Por San Lorenzo, siémbrase el nabo

San Martiniko contou o que ouvira a todos os humanos e a agricultura espalhou-se pelo mundo.

Mais tarde, Martiniko tirou dos basajauns o segredo da fabricação de serras, que produziam em Oiartzun. Mandou seu criado anunciar que já havia fabricado uma serra. Ao ouvir isso, o basajaun lhe perguntou se seu amo havia visto a folha da castanheira. "Não a viu mas a verá", respondeu o criado. San Martiniko viu a folha dentada do castanheiro e lavrou uma lâmina de ferro com o mesmo formato. À noite, o basajaun foi à sua forja ver se ele havia conseguido fazer a serra. Ao encontrá-la, torceu-a de um lado para os outros com os dentes, tentando inutilizá-la, mas, pelo contrário, melhorou a ferramenta, que Martiniko espalhou entre seu povo.

De maneira semelhante, Martiniko averiguou, em Kortezubi, como se soldavam duas peças de ferro. Espalhou que havia conseguido o feito e o basajaun perguntou ao humano que lhe contara a novidade se Martiniko havia espargido água argilosa em ambas as peças. O homem respondeu: "não o fez, mas o fará". Assim, San Martiniko descobriu a técnica e a difundiu pelo mundo.

Referências Editar

  • Manfred Lurker, Dicionário dos Deuses e Demônios, São Paulo: Martins Fontes, 1993
  • Cultura Vasca: Basajaun [1]
  • Wikipedia (em inglês): Basajaun [2]

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