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Buxus sempervirens

Buxo (Buxus sempervirens)

Hoher Buchsbaum

Uso do buxo em cercas vivas

O buxo ou buxinho (Buxus sempervirens), chamado box em inglês, buis em francês, boj em castelhano, bosso em italiano, Buchsbaum em alemão, é uma planta da família buxaceae, lenhosa, em geral arbustiva, com folhas inteiras e perenes, freqüentemente opostas. As flores são de sexos separados e raramente estão em plantas diferentes. É espécie originária da Europa, onde cresce en forma silvestre das Ilhas Britânicas à costa do Mediterrâneo e do Mar Cáspio. É muito cultivada para jardinagem, onde se utiliza para topiaria, o que quase sempre lhe impede de florescer, pela poda freqüente. Sua madeira, dura e pesada, é usada em marcenaria para trabalhos delicados e decorativos, tais como marchetaria, gravuras e instrumentos musicais.

História Editar

Desde a época clássica, o buxo foi usado na Grécia e em Roma para demarcar jardins, formando cercas vivas. Esse uso deve ter continuado depois do período romano, visto que Alberto Magno documenta no século XIII que na atual Alemanha era usado com essa finalidade. Com Claude Mollet ganhou muita aceitação nos elaborados jardins renascentistas.

As folhas e frutos são tóxicos; contém varios alcalóides, principalmente ciclobuxina D, que se concentra em até 3% nas folhas e córtex. Atribui-se ao buxo propriedades medicinais contra a malária e as infecções intestinais, mas seu uso é perigoso. Ligeiras sobredoses provocam vômitos e o alcaloide é letal em uma concentração de 0,1 mg por quilo de peso.

Simbolismo Editar

Consagrado na Antiguidade a Hades e a Cibele, o buxo foi símbolo funerário e de imortalidade, porque permanece sempre verde. Esse significado relaciona-se com o uso do buxo no dia de Ramos nos países nórdicos (no lugar das palmas preferidas em países quentes) e também com o costume de plantar ramos de buxo sobre os túmulos.

Além disso, por ser madeira dura e compacta, o buxo simboliza a firmeza, a perseverança. Daí seu emprego na confecção de malhetes das lojas maçônicas. Em virtude da dureza de sua madeira, os antigos utilizavam o buxo na fabricação de vergastas, piões, pentes, flautas e tábuas de escrever. Estas últimas eram recobertas por uma camada de cera e, depois, podia-se escrever sobre uma base sólida.

Por outro lado, tendo sido classificado entre os arbustos infernais, o buxo era comumente considerado como um símbolo de esterilidade. Por isso, os antigos tomavam cuidado para jamais incluí-lo entre as oferendas que depunham diante do altar de Vênus, temerosos de perderem, por causa dessa oferenda, suas faculdades viris.

Os povos celtas haviam divinizado o buxo, considerando-o símbolo de eternidade.

Referências Editar

  • Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dicionário de Símbolos, Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.
  • Wikipedia (em castelhano): Buxus sempervirens [1]

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