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Um caldeirão consiste em uma grande panela, feita de metal ou de argila, com formato redondo e uma boca larga. Nas mãos de uma bruxa ou feitiçeiro, um caldeirão pode se transformar em um atefato de poder mágico extraordinário, capaz de preparar poções, predizer o futuro, fornecer uma quantia inesgotável de comida a um número infinito de convidados, dar força, conheçimento, sabedoria além de devolver a juventude. Foi lhe dado esse simbolismo porque na Idade Média, o caldeirão era usado para cozinhar, preparar remédios, lavar e secar roupas, fazer sabão e velas, e ainda transportar tanto água quanto fogo.

é muito comum ver caldeirões em rituais: os celtas agradavam seus deuses enchendo um caldeirão de jóias e mergulhando-o em um lago ou rio. Séculos depois, há relatos de romanos que encontraram alguns desses caldeirões. O Caldeirão de Gundestop, achado em um pântano, era todo feito de prata, cheio de figuras representando deuses e animais mágicos (provavelmente era usado em sacrifícios). Claro que a utilidade dos caldeirões era mais acentuada às bruxas da Europa. Na mitologia grega, Medéia prometeu ao marido prolongar a vida do pai dele, velho e fraco. Misturou em um caldeirão partes de animais "agarrados à vida", tartarugas principalmente, e cortou a garganta do velho, vertendo a mistura dentro do ferimento. Isso permitiu a seu sogro prolongar o vigor da juventude.

O famoso trio das bruxas que levou Macbeth, famoso personagem de Shakespeare, à sua desgraça. Prepararam um caldo feito de três escamas de dragão, um bucho de tubarão, uma perna de lagartixa, um olho de salamandra e um dedo de rã. Enquanto cozinhavam, recitavam o feitiço: "Dobre e mergulhe, torça e embrulhe, fogo arda e caldeirão borbulhe!". Com isso invocaram três espíritos que fizeram profecias precisas, mas astutamente enganadoras.

Na mitologia galesa, irlandesa e celta, o caldeirão é um objeto dotado de poder sobre a vida. A sua boca é vista como a passagem para o submundo, um exemplo é o caldeirão de Pwyll, soberano galês do mundo subterrâneo. O herói irlandês Bran possuía um caldeirão capaz de dar vida aos mortos. Existem lendas que os cavaleiros do rei Arthur quiseram dá-lo de presente ao rei da Irlanda, este monarca nefasto, no entanto, preferiu usá-lo para criar um exército inesgotável de mortos-vivos (mudos para não revelar os segredos do além). Sempre que amputados em guerra, era apenas jogá-los no caldeirão para voltarem novinhos em folha. O caldeirão só foi destruído quando o meio-irmão de Bran jogou-se no caldeirão (que não estava pronto para receber seres vivos).

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