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O termo gênio pode ser empregado como um equivalente em português do árabe "jinn | جن", uma vez que na mitologia árabe pré-islâmica e no Islã, um jinn (também "djinn" ou "djin") é um membro dos jinni (or "djinni"), uma raça de criaturas sobrenaturais. A palavra "jinn" significa literalmente alguma coisa que tem uma conotação de dissimulação, invisibilidade, isolamento e distanciamento.

Origens Editar

De acordo com a mitologia, os jinni foram criados dois mil anos antes da feitura de Adão e eram possuidores de elevada posição no paraíso, grosso modo igual ao dos anjos, embora na hierarquia celeste fossem provavelmente considerados inferiores àqueles. Deles é dito serem feitos de ar e fogo. Depois que Deus fez Adão, todavia, sob a liderança do seu orgulhoso líder Iblis, os jinni se recusaram a curvar-se perante a nova criatura. Pela sua má conduta, os jinni foram expulsos do paraíso, tornando-se entes perversos e asquerosos. Iblis, que foi atirado com eles na Terra, tornou-se o equivalente do Satanás cristão.

É curioso notar que na literatura hebraica, Lilith, a suposta primeira esposa de Adão, também foi similarmente punida por Deus pela mesma atitude: a recusa em se submeter ao homem. Convertida em demônio, Lilith passou então a infernizar a humanidade.

Características Editar

Na Terra, os jinni teriam adotado as míticas Montanhas Káf (que supostamente circundam o mundo) como seu lar adotivo. Todavia, sendo compostos de fogo ou ar e tendo a capacidade de assumir qualquer forma humana ou animal, os jinni podem residir no ar, no fogo, sob a terra e em praticamente qualquer objecto inanimado concebível: pedras, lamparinas, garrafas vazias, árvores, ruínas etc. Na hierarquia sobrenatural, os jinni, embora inferiores aos demônios, são não obstante extremamente fortes e astuciosos. Eles possuem todas as necessidades físicas dos humanos, podendo até mesmo serem mortos, mas estão livres de quaisquer restrições físicas.

Nem todos os jinni são casos totalmente perdidos. De alguns diz-se que possuem uma disposição favorável em relação à humanidade, ajudando-a quando precisa de ajuda, ou mais provavelmente, quando isto é conveniente para os interesses do jinn. Na maioria dos casos citados na literatura e no folclore, contudo, eles se divertem em punir os seres humanos por quaisquer atos que considerem nocivos, e são assim responsabilizados por muitas moléstias e todos os tipos de acidentes. Todavia, quem conhecer os necessários procedimentos mágicos para lidar com os jinni, pode utilizá-los em proveito próprio.

Tipos de jinni Editar

* Ghul: espíritos traiçoeiros que mudam de forma;
* Ifrit: espíritos diabólicos;
* Si'la: espíritos traiçoeiros de forma invariável.

Djinn na cultura islâmica Editar

A crença nos Djinn era corrente na antiga Arábia, onde se dizia que inspiravam poetas e adivinhos. O próprio Profeta Muhammad temeu a princípio que as revelações divinas que lhe foram feitas pudessem ser obra dos Djinn. O fato de que posteriormente tenham sido reconhecidos oficialmente pelo Islamismo implica que eles, como os seres humanos, serão eventualmente obrigados a encarar a salvação ou a danação perpétua.

Os Djinn sempre foram figuras fáceis no folclore do norte da África, e nos países sob influência cultural islâmica eles também penetraram graças à literatura árabe (particularmente As Mil e Uma Noites) e às descrições do Corão.

No Corão, os Djinn são freqüentemente mencionados e a sura 72, intitulada Al-Jinn, é inteiramente dedicada a eles (sura ou surata é o nome dado a cada capítulo do Alcorão). Outra sura (Al- Naas) menciona os Djinn no último versículo. Realmente, é dito que o Profeta Muhammad foi enviado para ser o profeta de ambos, da "humanidade e dos Djinn".

Os Djinn podem ser considerados gênios apesar de hoje em dia falar-se de vários espíritos com nome de Djinn. Na antiguidade acreditava-se que um Djinn era a reencarnação do Faraó. Segundo alguns historiadores egípcios o faraó que mais ligações possuía com estes seres era Akhenaton cujo nome inicial foi Amen-hotep IV. Este faraó tentou convencer os seus súditos a acreditarem num único deus: Aton. Este particular deus era representado pelo próprio faraó e não possuía qualquer imagem própria. Apesar de muitas pessoas pensarem que esta tentativa de Akhenaton devia-se ao fato de ele querer retirar o poder dos sacerdotes, existem também crenças de que esta nova religião estava inteiramente ligada aos Djinn. Aton seria assim, um Djinn que o faraó conhecera e venerara como a um deus, devido à capacidade de este conseguir realizar desejos.

Os Djinn possuíam características próprias como a sua capacidade de materializar objetos, comida ou outros, e a sua grande capacidade de viver mais tempo que os mortais. Os Djinn podiam caminhar no dia-a-dia por entre as pessoas comuns sem serem reconhecidos pois possuíam aparência humana. Pensa-se que tenha sido daí que a princesa Xerazade tenha tirado a idéia para relatar o primeiro conto de Aladin e de todos os outros contos sobre gênios que ela relatou. Os Djinn, segundo historiadores, eram seres que amavam o calor e dependiam do fogo.

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