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Na Mitologia Grega, Eros (em grego antigo Ἔρως) era o deus primordial responsável pela atração sexual, o amor e
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Eros - William Adolphe Bouguereau

o sexo, venerado também como um deus da fertilidade. Em alguns mitos era filho de Afrodite e Ares, mas segundo O banquete de Platão foi concebido por Poros (a abundância) e Penia (a pobreza) no aniversário de Afrodite. Este explicava os diferentes aspectos do amor.

Às vezes era chamado, como Dionísio, Eleuterius (Ἐλευθερεύς, "o libertador")e nos mistérios eleusinos era adorado como Protogonos (Πρωτόγονος, "o primeiro a nascer"). Seu equivalente romano era Cupido ("desejo"), também conhecido como Amor. De acordo com a tradição iniciada por Eratóstenes, Eros era principalmente o patrono do amor entre homens, enquanto Afrodite presidia sobre o amor dos homens pelas mulheres. Sua estátua podia encontrar-se nas palestras, um dos principais lugares de reunião dos homens com seus amados, e a ele faziam sacrifícios os espartanos antes da batalha. Meleágros recorre este papel em um poema conservado na Antologia Palatina: "a rainha Cipria, uma mulher, aviva o fogo que enlouquece aos homens pelas mulheres, mas o próprio Eros convence a paixão dos homens pelos homens."

Concepções de Eros

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No pensamento grego parece ter dois aspectos na concepção de Eros. No primeiro é uma divindade primordial que encarna não só a força do amor erótico senão também o impulso criativo da sempre florescente natureza, a Luz primogênita que é responsável pela criação e a ordem de todas as coisas no Cosmos. Na Teogonia de Hesíodo, o mais famoso dos mitos de criação gregos, Eros surgiu após o Caos primordial junto com Gaia, a Terra, e Tártaros, o Inframundo. De acordo com a obra de Aristófanes As Aves, Eros brotou de um ovo posto por Nix, a noite, que o havia concebido com Érebo, as trevas.

Posteriormente aparece a versão alternativa que fazia Eros filho de Afrodite com Ares, Hermes ou Hefesto, ou de Poros e Penia, ou às vezes de Íris e Zéfiros. Este Eros era um ajudante de Afrodite, que dirigia a força primordial do amor e a levava aos mortais. Em algumas versões tinha dois irmãos chamados Anteros, a personificação do amor não correspondido, e [[Hímeros], a do desejo sexual.

A adoração de Eros era pouco comum na Grécia mais antiga, mas mais tarde chegaria a estar muito estendida. Foi adorado ferventemente por um culto a fertilidade em Tespia e ancançou um importante papel nos mistérios eleusinos. Em Atenas, compartilhou com Afrodite um culto muito popular e lhe consagravam o quarto dia de cada mês.

Mitos associados com Eros

Eros, muito enraivecido com Apolo ao ter bronqueado este sobre suas habilidades como arqueiro, fez com que se enamorasse da Ninfa Potâmide Dafne, filha do Potamos Peneu, que o repeliu. Dafne rezou ao seu pai pedindo ajuda, e foi transformada em uma árvore do loureiro, que se consagrou a Apolo.

O Mito de Eros e Psique

A história de Eros e Psique têm uma longa tradição como conto popular do antigo mundo greco-romano muito antes
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Psiquê resgatada por Eros · William-Adolphe Bouguereau

de que fosse escrita, pela primeira vez na novela latina de Apuleio O asno de ouro, sendo um evidente e interessante combinação de atributos. A própria novela têm o estilo picaresco romano, ainda que Psique e Afrodite retém seu caráter grego, sendo Eros o único cujo papel procede de seu equivalente no panteão romano.

A história é narrada como direção e paralelo estrutural ao argumento principal da novela de Apuleio. Narra a luta da alma pelo amor e a confiança entre Eros e a princesa Psique, cujo nome é difícil de traduzir apropriadamente, pois transcende os idiomas grego e latino, mas pode considerar-se que significa "alma", "mente", ou melhor ambas. Afrodite estava com ciúmes da beleza da mortal Psique, pois os homens estavam abandonando seus altares para adorar em seu lugar a uma simples mulher, e assim ordenou a seu filho Eros que a fizesse enamorar-se do homem mais feio do mundo. Mas o próprio Eros se enamorou de Psique, e a levou por arte de magia a seu palácio. Sua frágil paz foi arruinada por uma visita das invejosas irmãs de Psique, que fizeram com que esta traísse sua confiança. Ferido, este a expulsou e Psique vagou pela terra, buscando a seu amor perdido. Apuleio atribui em sua obra uma filha de Eros e Psique, Hedonê, cujo nome significa "prazer".

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