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A palavra gênio, do latim genius, vem do radical proto-indo-europeu *gen-, "dar à luz", "parir" e é cognato de gênero, gente, genos, genética etc.

A idéia original é a de uma entidade que acompanha o ser humano desde o nascimento, uma divindade particular que orienta, inspira e motiva a pessoa para o bem ou para o mal - como um "anjo da guarda" ou um "demônio tentador", em termos cristãos - e às vezes a possui.

Nesse sentido, "gênio" é equivalente ou tradução do grego daimon e pode ser tomado, em termos modernos, como uma representação da intuição e dos aspectos indomáveis do inconsciente capaz de contrariar e mesmo ultrapassar as convenções sociais e o senso comum, para o bem ou para o mal, usada para explicar comportamentos e atitudes pouco habituais ou julgadas de origem transcendente.

Esse sentido de "gênio" continua implícito quando se diz que alguém tem "bom gênio" ou "mau gênio" e também quando se fala de "incompatibilidade de gênios" entre duas pessoas.

A partir de Augusto, a veneração do gênio do Imperador foi imposta aos súditos, obrigação repudiada por judeus e, mais tarde, pelos cristãos.

O termo "gênio" também é usado como tradução do árabe djinn, apesar de este ser um tipo bem diferente de entidade sobrenatural.

Veja também Editar

Daimones