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A forma mais comum de um familiar (demônio menor que obedeçe a todas as ordens da dona) de uma bruxa seria um gato. Mais servos do que animais de estimação, eles podiam fazer qualquer tarefa nefasta que a bruxa ordenasse, desde azedar o leite até à morte de um inimigo. As pessoas até evitavam contar qualquer assunto importante de família com um gato por perto, com medo de que este o revelasse à uma bruxa mais tarde. Um gato, aliás, poderia ser até mais do que apenas um demônio: poderia até ser a própria bruxa disfarçada, no entanto, elas não podiam se transformar ao seu bell prazer, pois só eram capazes de se transformar 9 vezes (o que seria o número de vidas de um gato).

Em um julgamento do século XVI, uma bruxa confessou que seu gato, Satã, que falava com uma voz cava e estranha, lhe dera tudo o que ela ordenara: um marido rico que depois o fizera ficar manco, além do seu filho de seis meses, morto pelas ordens da bruxa. No oeste da Inglaterra, um boato que se espalhou rapidamente sobre "a malvada bruxa negra de Fraddam", que voava toda noite em um gigantesco gato preto, para colher ervas mágicas e venenos. Logo, não se admira que eram tratados com tanta crueldade quanto as bruxas.

No entanto, no Egito antigo, os gatos eram adorados. Depois de serem assumidos como animais de estimação, eles entraram nos cultos religiosos. Isso começou por volta de 2000 a.c., quando a deusa Bastet (em geral representada com corpo de mulher e cabeça de gato) foi retratada como a personificação da fertilidade e cura. Segundo o historiador grego Diôdoros Sículo, os gatos eram mimados com pão, leite e postas de peixe do Nilo, e até os seus tratadores possuíam uma posição elevada da sociedade. Matar um gato, ainda por acidente, era um crime que se pagava com morte; e quando ele morria de velhiçe ou doença, todos os da casa raspavam as sobrancelhas em luto. Isso não acabava nem quando morriam: existem mais de 300.000 múmias de gato encontradas no Egito.

Porque os gatos eram tão fervorosamente odiados e amados? No Egito, era por ser predador de ratos, protegendo o celeiro de infestações de roedores; ou ainda por ser inimigo natural da cobra, símbolo do mal. A excelente visão noturna dos gatos e o brilho curioso que refletia em seus olhos dava a impressão de que eram clarividentes. O fato de haver eletricidade estática nos seus pêlos conforme a umidade do ar, dava-lhes o poder de prever as mudanças climáticas. E por serem indiferentes e reservados deu a impressão de que tiveram outras vidas em outro mundo, ou de serem traiçoeiros. Hoje em dia há muitas superstições de gatos: se ele estiver muito brincalhão, é sinal de chuva. Outra lenda diz que só chove quando ele esfrega as patas nas duas orelhas ao se lavar. Ao esfregar os bigodes, é sinal de aproximação de visitas, mas se ele estender as patas para a frente, é sinal de desconheçidos. Se ele espirra perto do dia do casamento de uma noiva, é sinal de casamento feliz, mas três espirros significa resfriado para todos. Para os americanos, os gatos pretos dão azar, ao contrário dos ingleses. Na época da Rainha Elizabeth, nem os pretos nem os brancos davam azar, mas o rajados. E uma terceira superstição galesa diz que dá sorte ter um gato preto e outro branco em casa.

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