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CadmusHarmoniaEvelynMorgan

Cadmo e Harmonia, de Evelyn de Morgan (1877)

Harmonia, para os romanos Concórdia, é a deusa da harmonia e da concórdia, filha de Afrodite e Ares, e esposa de Cadmo, oposta a Éris ou Discórdia. Casada com Cadmo, teve com ele quatro filhas: Ino, Sêmele, Agave e Autonoe, e um filho, Polidoro.

Como filha de Afrodite, presidia sobre a harmonia conjugal, suavizando o conflito e a discórdia. Como filha de Ares, representava a ação harmoniosa na guerra. Mais tarde, foi representada como uma divindade alegórica, presidindo sobre a harmonia cósmica e participando do cortejo de Afrodite.

O Mito Editar

Quando Zeus raptou a princesa fenícia Europa, filha de Telefassa e do rei Agenor, este enviou os filhos à procura da irmã, com ordem expressa de não retornarem sem ela. Fênix, Cílix e Cadmo partiram, mas quando perceberam que sua tarefa era inútil, e como não podiam regressar à Fenícia, começaram a fundar colônias, onde se fixaram: na Cilícia, na Beócia, na Trácia... Cadmo primeiramente se estabeleceu na Trácia, mas um oráculo guiou-o à Beócia. Cansado da longa viagem e sedento, mandou os companheiros a uma fonte vizinha, consagrada a Ares, em busca de água, mas um dragão, que guardava a nascente, os matou.

Cadmo conseguiu liquidar o monstro e, a conselho de Atena, semeou-lhe os dentes, dos quais nasceram os Spartóí, os "semeados", núcleo mítico da aristocracia tebana. Mas a morte do dragão teve de ser expiada e, durante oito anos, o fundador da dinastia tebana serviu a Ares como escravo. Terminado o "rito iniciático", Zeus lhe deu como esposa Harmonia, filha de Ares e Afrodite. Às núpcias, compareceram todos os deuses, como mais tarde o fariam nas bodas de Tétis e Peleu.

Dois presentes muito significativos foram dados aos noivos: um colar e um manto. O manto, confeccionado pelas Cárites, foi uma lembrança de Atena ou Afrodite e o colar uma dádiva de Hefesto, o artífice divino. Relata-se que Atena e Hefesto haviam impregnado os dois lindos presentes com um filtro que haveria de envenenar a descendência de Harmonia, odiada pelos dois deuses olímpicos, por ser filha de Ares, detestada por Atena, e de Afrodite, legítima esposa de Hefesto.

Estes dois presentes divinos desempenham papel importante no mito dos Sete contra Tebas e de Anfiarau, Erifila e Alcméon. Mais tarde, o manto e o colar foram oferecidos como ex-voto a Apolo Pítio e furtados à época de Filipe da Macedônia.

Há uma variante, oriunda da ilha de Samotrácia, segundo a qual Harmonia seria filha de Zeus e Electra, uma das filhas de Atlas, figurando, nesse caso, como irmã de Dárdano e Iásion. Cadmo teria encontrado sua futura esposa nessa ilha, quando andava à procura de Europa e foi aí que se celebraram as núpcias solenes, nas mesmas condições relatadas na tradição tebana.

Conta-se ainda que Cadmo raptara Harmonia com o beneplácito e auxílio de Atena.

Já muito idosos, os reis de Tebas abandonaram a cidade em condições misteriosas, deixando o trono a Polidoro, e emigraram para a Ilíria, onde fundaram um novo reino. Mais tarde, foram transformados pelos deuses em serpentes e levados para as Ilhas dos Bem-Aventurados, para viver em paz pelo resto da eternidade.

Referência Editar

  • Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000.
  • Theoi: Harmonia [1]

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