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Correggio 038

Leda e o Cisne, de Antonio da Correggio (1531)

Leda and the Swan

Leda e o Cisne, cópia por Cesare da Sesto (1515-20) de um original perdido de Leonardo da Vinci (1505-1510)

Rubens leda mit schwan

Leda e o Cisne, cópia do século XVI de um original perdido de Michelangelo (1530)

Veronese leda cygne1

Leda e o Cisne, de Veronese

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Leda e o Cisne (Veneza)

Francois Boucher 1741

Leda e o Cisne, de François Boucher (1741)

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Leda e o Cisne, de Paul Prosper Tillier (1860)

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filhos dum, fronho

Leda era rainha de Esparta, esposa de Tíndaro. Seu nome parece ser um empréstimo do lício lada, "mulher", "esposa". Foi mãe adotiva de Helena de Tróia segundo uma versão mais antiga, ou mãe biológica, segundo a versão mais recente e conhecida.

Na primeira, Zeus, transformado em cisne, violou a deusa Nêmesis e de seu ovo nasceram os igualmente imortais Helena e Polideuces (Pólux, para os romanos), que foram adotados por Leda e Tíndaro e criados com seus filhos humanos.

Na segunda, Zeus tomou a forma de cisne para seduzir a própria Leda, quando esta já estava grávida de Tíndaro (ou ela teria relações com Tíndaro na noite do mesmo dia); após essa união, Leda pariu dois ovos: de um deles nasceram os mortais Castor e Clitemnestra, filhos de Tíndaro; do outro, Helena e Polideuces, imortais filhos de Zeus.

Sugeriu-se que a forma original do mito é inspirada no eclipse solar, no qual a coroa solar freqüentemente sugere a forma de um grande pássaro, que parece copular com a Lua (Nêmesis ou Leda). Leia mais detalhes em Fênix.

Origens de Leda Editar

Os reis da Etólia, Téstio e Eurítemis, eram pais de Altéia, mãe de Meléagro, Hipermnestra e Leda. Outras tradições dão Cilícia e Melanipe como irmãs de Leda.

Outra versão diz que o herói Glauco, filho de Sísifo, tendo passado pela Lacedemônia em busca de seus cavalos, sumidos ou roubados, uniu-se a Pantidiia. Esta, em seguida, se casara com Téstio, que seria o pai de Leda. Tal versão parece construída à base do nascimento de Odisseu, considerado filho de Sísifo.

Tíndaro, expulso da Lacônia por Hipocoonte e seus filhos, refugiu-se na corte de Téstio, que lhe deu a filha Leda em casamento. Quando Héracles repôs Tíndaro no trono de Esparta, a esposa o seguiu, mas, segundo dizem, a contragosto.

Zeus e Nêmesis Editar

A versão mais antiga do mito afirma que Helena era filha não de Leda, mas da deusa Nêmesis. Para fugir à tenaz perseguição de Zeus, ela percorreu o mundo inteiro, tomando todas as formas possíveis, até que, cansada, se transformou em gansa. O deus se metamorfoseou em cisne e a possuiu.

Em conseqüência dessa conjunção, Nêmesis pôs um ovo, que encontrado por um pastor, foi entregue a Leda. A esposa de Tíndaro o guardou num cesto e, no tempo devido, nasceram Helena e Polideces, que foram criados como filhos dos reis de Esparta.

No templo das Leucípides, em Esparta, mostravam-se as cascas de um ovo gigante do qual teriam nascido Polideuces e Helena. Esta versão mais antiga é também mais coerente, pois estes dois personagens foram tidos como imortais, enquanto em todos os outros mitos os filhos de Zeus (ou de qualquer outro deus grego) com uma mortal eram mortais, ainda que heróicos.

Zeus e Leda Editar

A partir, sobretudo, de Eurípides, a perseguida por Zeus, sob a forma de cisne, foi a própria Leda, que teria posto dois ovos dos quais nasceram Castor e Clitemnestra, mortais; e Polideuces e Helena, imortalizados pelo senhor do Olimpo.

Leda, conforme a tradição mais comum, foi mãe de Timandra, que se casou com Équemo; de Clitemnestra, raptada por Agamêmnon; de Helena, esposa de Menelau, às quais os trágicos acrescentam Febe; e dos Dióscuros, Castor e Polideuces. Nem todos, porém, tiveram por pai a Téstio, mas a Zeus que, sob a forma de um cisne, se uniu à rainha espartana e gerou Polideuces e Helena.

Leda na arte Editar

O tema de "Leda e o Cisne" foi muito popular na arte renascentista italiana de 1499 a cerca de 1530: paradoxalmente, era artisticamente mais aceitável representar uma mulher em ato sexual com um cisne do que com um homem. Artistas de primeira linha podiam criar obras mais explícitas com esse tema do que poderiam ousar com um casal humano. Entretanto, a tolerância em relação a essas obras caiu muito no período mais moralista da Contra-Reforma: muitas das melhores foram destruídas, inclusive as de Leonardo da Vinci (1508) e Michelangelo (1529), conhecidas apenas por meio de cópias.

A primeira xilogravura, publicada em 1499 na Hypnerotomachia Poliphili, livro de gravuras editado em Veneza, mostra Leda e o cisne copulando alegremente no alto de um carro triunfal, empurrado por uma multidão. Outras gravuras dos anos seguintes retomam a cena em diferentes ambientes, tais como as de Giulio Campagnola (que mostra Leda em uma atitude mais ambígua) e Giovanni Battista Palumba (1503 e 1512).

A última grande pintura renascentista sobre o tema foi a de Correggio (1530), que foi esfaqueada quando estava na coleção de Filipe II, duque de Orléans, quando este era regente da França, durante a minoridade do rei Luís XV (enre 1643 e 1654). Foi o próprio rei que a esfaqueou, durante uma de suas crises de consciência. As pinturas de Leonardo e Michelangelo também desapareceram quanto faziam parte da coleção da família real francesa, provavelmente destruídas por sucessores mais moralistas, ou por suas viúvas.

O tema tornou-se raro nos séculos seguintes, exceto por duas obras de François Boucher, cerca de 1740. Foi retomado no final do século XIX e século XX, desta vez interpretado nas chaves do simbolismo, expressionismo e surrealismo.

Referências Editar

  • Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000
  • Wikipedia (em inglês): Leda and the Swan [1]

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