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Náiades

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Waterhousenaiad

Uma Náiade, de John William Waterhouse (1893)

Naiadpool

A Piscina da Náiade, de Herbert James Draper (1860-1920)

As náiades ou efidríades são as ninfas das águas doces. Seu primeiro nome provém do verbo grego nân, "escorrer", "correr".

Normalmente, as nascentes e cursos d'água possuem uma só, mas por vezes, são muitas e, neste caso, todas se consideram irmãs e com os mesmos direitos.

Homero, na Ilíada, dá-lhes como pai a Zeus, mas outros consideram-nas filhas de Oceano ou do Deus-rio onde residem. As filhas do deus-rio Asopo, por exemplo, são náiades.


Toda fonte ou curso d'água possui uma delas como protetora, com um mito próprio. É o caso, entre outros, de Aretusa, que fazia parte do cortejo de Ártemis. Após uma caçada, a ninfa banhava-se nas águas de uma fonte, quando o deus-rio Alfeu, repelido por Ártemis, tentou conquistá-la. Aretusa fugiu, mas o deus-rio continuou a persegui-la e ela apelou para a deusa, que a envolveu numa nuvem e a transformou em fonte. Para evitar que as águas de Alfeu se misturassem às de Aretusa, a mãe Terra se entreabriu para que as águas da fonte, ali penetrando, pudessem evitar o encontro indesejável. Orientada por Ártemis em seu percurso subterrâneo, Aretusa chegou a Siracusa e instalou-se na ilha de Ortígia, consagrada a Ártemis. Daí haverem duas fontes com esse mesmo nome, uma na Élida, outra na Sicília.

Certas águas tinham a reputação de milagrosas, graças às suas ninfas. Banhar-se nelas, porém, se não fosse por ordem expressa de um deus, era um sacrilégio que podia causar doenças incuráveis ou a morte. Outro risco em violar a sacralidade das águas habitadas pelas náiades era "ser tomado pelas ninfas" e enlouquecer. Quem as visse, tornava-se nympholeptos, isto é, possuído pelas ninfas, entrando em delírio[1].

Os latinos chamavam esse estado de lymphaticus, referindo-se às suas próprias divindades nativas da água, as linfas (lymphae, lumpae ou limpae).

Notas Editar

  1. Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000.

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