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Piratas

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O termo Pirata deriva do grego peirates, "aquele que ataca". Apesar de terem tido seu auge durante os séculos XVI ao XVII (chamada época de ouro da pirataria), os piratas existem desde a antiguidade e suas atividades se extendem até os dias atuais.

Com o surgimento do cinema no início do séc XX, a visão dos piratas foi lentamente sendo estereotipada, criando mitos que se distanciam em muito da realidade. A visão clássica do pirata mal, com olho de vidro e perna de pau foi pela primeira vez apresentada no clássico "A Ilha do Tesouro" (Robert Louis Stevenson) publicado pela primeira vez em 1883. Desde então o cinema e a literatura tem se inspirado nesse estereótipo e o reinventado ao longo do tempo.
Jollyroger

A bandeira negra com o crânio é o maior símbolo da pirataria


DefiniçõesEditar

CorsáriosEditar

Corsário era o nome dado aos piratas que eram comissionados pelo rei da França com o intuíto de caçar navios de nações inimigas. O termo se origina da palavra francesa Lettre de Course ou Carta de Corso, um documento emitido pela justiça francesa que legitimava seus atos e que poderia dar-lhes um status de prisioneiros de guerra caso fossem capturados por nações inimigas. Com a assinatura de diversos armistícios no ínicio do séc XVIII, os Corsários passaram s sofrer um forte declínio. Sem uma nação para homologar suas ações, os corsários existentes passaram a agir como piratas comuns, sendo que o termo perdeu seu significado original, passando a definir qualquer ladrão do mar.

BucaneirosEditar

O termo Bucaneiro advém do Boucan, uma espécie de gradil de madeira que era instalado no chão e servia para defumar a carne de javalis. Os Bucaneiros eram inicialmente caçadores da ilha de Hispaniola que viviam da venda da carne de javali e de outros bens aos Holandeses. Com o declinio do comércio e com o crescente domínio dos espanhóis, os bucaneiros passarama a agir como piratas comuns, pilhando quaisquer navios que lhe apresentassem uma boa presa.

FilibusteirosEditar

Termo pouco conhecido, os filibusteiros era o nome dados aos piratas que atuavam na região da América. (mais tarde o termo foi reutilizado para definir os homens que buscavam desestabilizar os governos das colônias espanholas, atacando seus navios mercantes.) A origem da palavra provavelmente é uma corruptela do termo flibuster do francês ou free booter do inglês que significa "aquele que pilha livremente"

Mitos e VerdadesEditar

Olho de Vidro e Perna de PauEditar

Talvez um dos maiores estereótipos dos piratas sejam exatamente o olho de vidro e a perna de pau.

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Em um tempo onde a assepsia era ignorada, muitos dos ferimentos sofridos na época (especialmente cortes e tiros) acabavam por infeccionar e posteriormente formar gangrenas. Afim de preservar a vida do paciente, a solução muitas vezes era a amputação do membro ferido, sendo que em seu lugar era colocada uma próteses. As amputações eram realizadas pelo cirurgião de bordo (que não possuia estudos em medicina e muitas vezes acumulava a função de açougueiro) utilizando-se de um serrote e embriagando o paciente.

Além disso, a maioria das companhias (nome dado as tripulações de piratas) previa em seus códigos uma parte maior do butim para tripulantes que perdessem alguns dos membros (variando o valor de acordo com o tamanho e a gravidade do ferimento)

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Papagaio no OmbroEditar

Outro estereótipo clássico do pirata é retratá-lo com um papagaio em seu ombro. Na verdade, os piratas costumavam adotar diversos bichos tropicais para lhe servirem de companhia. Entre esses animais, além dos papagaios, podemos citar as araras, macacos e outros pequenos animais facilmente domesticados. 

Andar na PranchaEditar

Um dos itens mais populares entre a mitologia pirata é também um dos mais incomuns. Em toda a história documentada da pirataria, existe apenas um único registro de uma execução feita dessa forma, sendo que esse registro data do séc XIX. As formas mais comuns de execução entre os piratas eram trespassar seus inimigos com espadas, executa-los com um tiro de pistola ou a popular forca.

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Mapas e Tesouros EnterradosEditar

Um dos mitos mais difundidos e também o mais absurdo se refere a piratas que enterravam seus tesouros em pequenas ilhas e depois de alguns anos, retornavam para buscá-los. Em geral, os piratas não se preocupavam muito com seu futuro, dividindo seu butim e o gastando o mais rápido possivel (em geral com mulheres e bebidas). Os únicos tesouros da época que se tem notícia são as cargas recuperadas de navios afundados, em geral galeões espanhóis carregados de prata e ouro. Aham pura verdade!

Yo Ho Ho e uma Garrafa de RumEditar

Outro mito se refere aos piratas e seu rum. Na verdade, os cães do mar não tinham um predileção especial por rum, se embebedando com qualquer tipo de bebida alcoólica disponível. A diferença é que o rum era uma bebida barata e abundante no caribe e nas antilhas devido as extensas plantações de cana de açucar na região.

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