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Realeza

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ARTIGO EM EDIÇÃO

Crown of Saint Edward.png

Representação heráldica da coroa real inglesa, dita "coroa de Santo Eduardo"

Rei é o líder máximo do sistema monárquico europeu. Assim como os demais títulos ligados à esse tipo de governo, tem grande relevância no imaginário fantástico. Diversos protagonistas, antagonistas e personagens relevantes são reis, e a obtenção desse título é uma das motivações mais comuns.

A figura do rei europeu presente na maior parte das histórias fantásticas foi construção iniciada no período da Idade Média e que se firmou na Idade Moderna. Outras culturas em outros regiões também construíram seus arquetipos de líderes, algumas vezes místicos, outras guerreiros, por vezes uma mistura de ambos.

Breve História da RealezaEditar

A origem Editar

Na Europa do final da Antiguidade e começo da Idade Média, operou-se a formação de um novo tipo de liderança com o almagáma de elementos romanos e germânicos de apropriação do poder e da autoridade.

Ao se encontraram nas contínuas invasões do limes (a fronteira do Império Romano) e no subsequente enraizamento de povos germânicos em território antes romano, essas duas culturas originaram uma nova referência de poder central. A figura do rei não era estranha nem aos romanos, nem aos germanos. O lembrar que o nosso vocábulo rei vem do latim rex, enquanto que o termo king da língua inglesa tem origem na germânica küni. O rex era a figura histórica/'mitológica' daqueles primeiros a governar Roma, desde Rômulo, o fundador, a Tarquínio, o Soberbo, associado a uma época de disputas internas pelo poder e o constante perigo da dominação etrusca. 'O rei medieval teve que vencer, inicialmente, uma desvantagem: o velho ódio do povo romano pelo nomem regium [1].

Já o chefe germânico, também chamado pelos romanos de rex por não haver termo melhor, era, de modo geral, uma figura de poder sagrado, mítico, e com uma função definida - a de líder guerreiro. Esses líderes eram escolhidos dentro de uma mesma linhagem, que teria em sua origem ligação com os deuses. Sendo assim, quem os seguisse, o faria não só pelo valor individual do líder, mas principalmente por essa ligação com o sagrado que o acompanhava [2].

Monarquia Feudal/Medieval Editar

Intimamente ligado ao pensamento da Igreja, o rei medieval surgiu em uma relação com o Deus cristão, como se fosse uma herança da ligação anterior com as divindades pagãs. Marc Bloch coloca que o caráter sagrado e de origem divina dos reis germânicos vai se apagar ‘oficialmente’ com a cristianização, associada à entrada destes povos nas áreas do Império Romano. A sacralidade subsistiria então, de uma maneira residual, apenas no ‘imaginário popular’, até que fosse novamente apropriada pelos pensadores cristãos.

E foi nessas apropriações que surgiram os reis dos espelhos, dos tratados, das crônicas, dos códigos legais, das iluminuras e pinturas. Com seus apelidos, suas lendas, seus mitos, suas características. O rei que cura, o que vai a guerra, o que vê Jesus, o que está oculto. O Rei Sol, o Rei Louco, o Rei Leproso, o Rei Taumaturgo. O Bom, o Venturoso, o Belo, o Audaz. O Imperator, rei entre os reis. Tipos e arquétipos de rei, construídos de acordo com as necessidades de seus tempos.

Monarquia Clássica Editar

A monarquia clássica, que se tornou o modelo do nosso senso comum, por contraditório que pareça, não foi a medieval, mas a monarquia dos soberanos franceses dos séculos XVI ao XVIII, muito mais representativos politicamente do que os seus antecessores medievais.

A partir do final da Idade Média, o feudalismo deixou de dar sustentação política à miríade de senhores feudais, e o poder passou a tornar-se um fenômeno que dependia de uma entidade central que o designasse. Tornou-se uma instituição ainda mais complexa, cujo ponto central era a figura real, revestida de funções e simbolismos.

A transcendência do rei Editar

O rei seria vários em apenas um corpo: tem ligação com a divindade, sendo sagrado rei com os óleos santos, como forma de seu direito ao trono; e também é o taumaturgo , que cura pela graça de Deus. É portanto em principio, o rei da defesa da fé, o rei da intolerância em matéria de religião. Mas é também o guerreiro que detém a justiça e a soberania, defensor de todo o seu povo.

Encarnando dessa maneira características centrais da sociedade, a Realeza não podia ser morta. Ela tinha que transcender o tempo, já que vinha de Deus e por Ele era concedida. Portanto, o rei morria, mas a Realeza com que ele havia sido imbuído, não. Esta permanecia e passava para outro. Há uma distinção entre a instituição monárquica e aquele que a ocupa , que é elaborada enquanto teoria na idéia dos “dois corpos do rei: um é mortal, como o de qualquer um. O outro, que encarna a instituição monárquica, é imortal: é transmitido regularmente do rei predecessor ao sucessor”.

Tipos de 'reis'Editar

Rei Taumaturgo
Rei Oculto
Rei Louco
Rei Visionário
Rei Guerreiro

Referências Editar

  1. Jacques Le Goff, "Rei", em Dicionário Temático do Ocidente Medieval, Edusc
  2. Marc Bloch, Os Reis Taumaturgos, Cia. das Letras

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