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Na Idade Média, dizia-se que o sapo poderia ser um familar de uma bruxa, um pequeno demônio que obedecia às ordens de sua dona, pois era muito mais simples um sapo entrar no poço do vizinho e envenenar a água, ou pôr amuletos maléficos debaixo de seu travesseiro. Existiam rumores de que os sapos eram usados em seitas para adotar uma nova bruxa, que deveria beijá-los ou criá-los como juramento de lealdade ao Diabo. Segundo relatos de algumas vítimas, algumas bruxas foram vistas vestindo seu sapos em pequenos mantos de veludo preto ou escarlate e amarrar sinos em suas patas. Isso mostrava que as bruxas eram muito dedicadas à criação de seu amiguinhos.

Há uma história inglesa que dizia que uma bruxa saíra para passear com seu três sapos, Duke Dick e Merryboy, em uma cesta. Ela, no entanto, parou para observar três fazendeiros cortando trigo, mas um dos sapos escapou e pulou, ficando no caminho da ceifeira. Rindo, o fazendeiro deizou que a lâmina cortasse o sapo ao meio, matando-o. A bruxa, enfurecida, gritou: " Vocês vão ver só! Nenhum de vocês terminará o trabalho de hoje!". Logo depois, um dos fazendeiros cortou a própria mão com a ceifeira, logo depois, o segundo homem cortou a ponta do sapato, e o terceiro abriu um buraco de um lado a outro em sua bota. Assustados, saíram correndo, sem terminar o trabalho.

De acordo com algumas lendas, no entanto, as bruxas e sapos nem sempre era tão boa. Qualquer sapo que não tivesse a sorte de ser criado como animal de estimação era considerado matéria-prima para poções e feitiços. Uma das práticas macabras que envolviam sapos era batizálo com o nome de uma pessoa e dar um fim desagradável a ele. Onde quer que estivesse, apessoa sofreria o mesmo fim. Para ficar invisíveis, as bruxas usavam uma loção feita de saliva de sapo e seiva de serralha. Existem também as Pedras-de-Sapo, amuletos de proteção obtidos abrindo a cabeça de um sapo ou pedindo gentilmente que este o vomitasse; para ver se a pedra é verdadeira ou não, deve-se pô-la em frente ao sapo. Se ele pular em direção à pedra, é genuína. Se ele virar as costas, é falsa. Além de detectar veneno (mudando de cor), elas ajudavam a encontrar felicidade, a vencer batalhas, a proteger casas e barcos, além do poder de cura quando posta sobre uma mordida ou picada.

É provável que a ideia de que eles eram ingredientes para poções e feitiços, surgiu do fato de que eles expeliam veneno brando quando assustados. Aelian, um escritor romano do século III, exagerou quando disse que um gole de vinho com sangue de sapo mataria instantâneamente. Em 1591, várias bruxas confessaram que iriam tentar envenenar o rei Jaime VI da Escócia mergulhando suas roupas em veneno de rã negra. Só disseram que não conseguiram por não encontrarem a peça adequada, mas se o tivessem, o rei morreria em agonia. Acreditava-se também que o simples olhar dos sapos seria capaz de matar, causando convulsões, desmaios, palpitações e convulsões. Acreditava-se também que ao matar um sapo, um temporal se aproxiamria, e que eles podiam morder o gado, causando doenças. Logo, eles evitavam matá-lo, além do que, tocá-lo supostamente causaria uma infestações de verrugas.

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