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Vilas

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Príncipe Marko e Ravijojla, a vila, ilustração em Heldensagen en Legenden van de Serviërs, de Woislav M. Petrovitch

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Vila armada, em outra ilustração do mesmo livro

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Personagem surpreende vilas no banho, em outra ilustração do mesmo livro

As vilas (veelas ou vili, em inglês), singular vila, do polonês wiła (pronuncia-se /'viwa/), ou servo-croata vila (pronuncia-se /'ʋila/), são espíritos que vivem nas florestas e nas nuvens. Às vezes tomam as formas de cisnes, cobras, cavalos, falcões ou lobos, mas geralmente aparecem como belas jovens, nuas ou vestidas de branco com longos cabelos flutuantes. Na Sérvia, são jovens amaldiçoadas por Deus; na Bulgária são conhecidas como samovilas ou samodivas, meninas que morreram sem ser batizadas; e na Polônia são belas jovens que flutuam no ar para expiar sua frivolidade quando eram vivas.

As vozes das vilas são tão belas quanto sua aparência e quem as ouvir esquece-se de comer, beber ou dormir, às vezes por dias. Têm poderes de profecia e de cura e às vezes ajudam seres humanos. Outras vezes, atraem jovens para dançar com elas, o que, de acordo com o humor delas, pode ser muito bom ou muito ruim para o rapaz. Quando dançam, deixam "círculos de fadas" de grama espessa e pisá-los dá azar.

Oferendas para as vilas consistem em bolos redondos, fitas, frutas frescas e flores ou vegetais deixados nas árvores e cavernas sagradas. Dizem que se um só dos seus cabelos for arrancado, a vila morre, ou é forçada a voltar à sua forma verdadeira. Um humano pode ganhar controle sobre uma vila roubando penas de suas asas. Uma vez que ela as recupere, porém, ela pode desaparecer.

A despeito de seus encantos femininos, porém, as vilas são guerreiras ferozes. A terra treme quando elas batalham. Montam em cavalos ou cervos quando caçam com seus arcos e flechas e matam qualquer homem que as desafie ou quebre sua palavra.

Os nomes de vilas no folclore sérvio incluem Andresila, Andjelija, Angelina, Djurdja, Janja, Janjojka, Jelka, Jerina, Jerisavlja, Jovanka, Katarina, Kosa, Mandalina, Nadanojla and Ravijojla. Jerisavlja é considerada a líder, mas a mais famosa é Ravijojla, protetora do Príncipe Marko, governante da Sérvia de 1371 a 1395 que tornou-se protagonista de canções e epopéias. Segundo a lenda, quando Marko nasceu, três fadas apareceram e disseram que ele ia tornar-se um herói e substituir seu pai, o rei. Este mandou abandoná-lo em uma cesta jogada ao rio, mas uma vila o recolheu. Ao ser amamentado pela vila, Marko ganhou poderes sobrenaturais, além da ajuda de uma irmã vila, chamada Gyura.

Na Bulgária as samodivas vestem camisa e saia, um cinto verde e um casaco sem mangas, decorado com penas com as quais podem voar como pássaros. São senhoras das águas e têm o poder de trazer a seca, mas nem sempre sãao hostis ou perigosas.


Vilas na arte ocidental Editar

As vilas são representadas no balé romântico Giselle, apresentado pela primeira vez em Paris, em 1840. Vilas espectrais, noivas que morreram antes de se casar, quase arrebatam a vida do herói, mas precisam desaparecer ao nascer da manhã. Foram adaptadas de um poema de Heinrich Heine, baseado em uma lenda eslava. Segundo Heine, as vilas não podem repousar em seus túmulos porque não puderam satisfazer sua paixão pela dança quando estavam vivas. Por isso, reúnem-se nos caminhos à meia-noite para atrair jovens e fazê-los dançar até morrer.

A primeira ópera de Giacomo Puccini, Le Villi ("As Vilas"), faz uso livre do mesmo material temático. Estreou em maio de 1884 no Teatro Dal Verme, Milão, mas a versão definitiva, ampliada, teve sua primeira apresentação no Teatro Real de Turim, em dezembro.

Roberto noiva com Ana, mas parte antes da cerimônia para Maiença, onde vai receber uma herança. Todos lhe desejam boa viagem, mas Ana tem um mau pressentimento. Enquanto está fora, Roberto é seduzido por outra mulher e esquece Ana, que espera por ele todo o verão e o outono e morre de tristeza no inverno. Acontece que, quando uma noiva morre abandonada, as vilas forçam os amantes infiéis à dança da morte.

No segundo ato, Guilherme, pai de Ana, responsabiliza Roberto pela morte da filha e chama as vilas para vingá-la. Roberto, empobrecido e abandonado pela amante, volta ao saber da morte de Ana, querendo ser perdoado por Guilherme, mas é repelido pelas vilas quando tenta bater à sua porta. Tenta então rezar por perdão, mas não consegue devido à maldição das vilas. Quando amaldiçoa seu dstino, Ana aparece e conta de quanto sofreu por causa dele. Ele implora por perdão, mas ela o recusa e chama as vilas, que o amaldiçoam chamando-no de traidor. As vilas e Ana dançam com ele até fazê-lo morrer de exaustão aos pés de Ana.

Na série Harry Potter, elas são chamadas Veela e são capazes de pôr um homem em transe quando dançam ou cantam e podem se transformar em aves horríveis e lançar bolas de fogo quando zangadas. As personagens Fleur Delacour e sua irmã Gabrielle são filhas de uma meia-vila, Apolline Delacour.

Referências Editar

  • Wikipedia (em inglês): Slavic fairies [1]
  • Woislav M. Petrovitch, Heldensagen en Legenden van de Serviërs, Zutphen: W. J. Thieme & Cie, 1915 [2]
  • Wikipedia (em inglês): Prince Marko [3]

Veja também Editar

Ninfas

Náiades

Rusalkas

Janas

Nixes

Iaras

Ondinas

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